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Psoríase

imagem ilustrativa

A psoríase consiste em uma doença crônica e inflamatória. Saiba mais os tipos da patologia, sintomas, diagnóstico e opções de tratamentos com foco na qualidade de vida do paciente

A psoríase é uma doença de pele inflamatória, crônica e não contagiosa que se manifesta por meio de lesões vermelhas e com textura, principalmente em placas, em locais como o couro cabeludo, cotovelos e joelhos, mas pode afetar outras áreas do corpo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) cerca de 2 milhões de brasileiros são acometidos com a condição, que se manifesta mais frequentemente antes dos 30 anos ou após os 50 anos. Ainda assim, 15% dos casos de psoríase desenvolvem-se ainda na infância.

Causas da psoríase

As causas da psoríase ainda não foram completamente compreendidas pela Medicina. Entretanto, sabe-se que cerca de 30% dos casos têm influência genética, com hereditariedade herdada dos progenitores.

Além disso, a psoríase é classificada como uma patologia multigênica, o que significa que existem vários genes envolvidos na sua manifestação. Também é chamada de multifatorial, pois fatores poligênicos, ambientais e estilo de vida atuam em confluência.

Os desenvolvimento e agravamento de quadros podem ter relação com aspectos diversos, incluindo:

  • Fatores psicológicos e emocionais;
  • Estresse;
  • Exposição a temperaturas frias;
  • Banhos muito quentes e longos;
  • Quadros infecciosos;
  • Uso de alguns tipos de medicamentos;
  • Ingestão de bebida alcoólica.

Por conta dessa ampla gama de fatores que afeta, de forma direta ou indireta, a psoríase, o tratamento da condição não é linear e previsível.

Tipos de psoríase

Existem muitos tipos de psoríase, sendo que a forma da manifestação do quadro influencia diretamente a prescrição do tratamento e a gravidade da ocorrência. Conheça os principais a seguir:

  • Psoríase vulgar: trata-se da ocorrência mais comum, consistindo em 90% dos casos. As lesões, em placas avermelhadas e elevadas, com escamas esbranquiçadas, acometem principalmente o couro cabeludo, joelhos, cotovelos e dorso;
  • Psoríase invertida: trata-se de um quadro no qual as lesões manifestam-se em locais com maior incidência de suor e dobras, como axilas, embaixo dos seios, virilha, nuca, joelhos e cotovelos;
  • Psoríase gutata: é mais comum em crianças e jovens adultos, manifestando em lesões menores, no formato de gotas, associadas a processos infecciosos. Ocorrem, normalmente, no tronco, membros superiores e inferiores e couro cabeludo;
  • Psoríase ungueal: nesse quadro as lesões na pele acometem as mãos e pés, formando depressões puntiformes ou manchas amareladas que podem deformar as unhas;
  • Psoríase artropática: consiste em um quadro de desenvolvimento mais lento no qual o quadro inflamatório da pele atinge as articulações, resultando em sintomas semelhantes aos da artrite, como dor, rigidez e inchaço nas juntas;
  • Psoríase pustulosa: a manifestação é semelhante à psoríase vulgar, mas formam-se lesões com pus que podem acometer uma região específica ou se espalhar por todo o corpo;
  • Psoríase palmo-plantar: ocorrência na qual as placas com lesões acometem as palmas das mãos e solas dos pés;
  • Psoríase eritrodérmica: trata-se de uma manifestação mais rara, mas grave, na qual mais de 75% do corpo apresenta lesões vermelhas que ardem e coçam.

Apenas o dermatologista poderá diagnosticar e ter a melhor abordagem para o quadro, sendo fundamental que o paciente não se automedique, independentemente da forma de manifestação, sob o risco de agravamento da condição devido à exposição a substâncias impróprias.

Sintomas e fatores de risco

Os sintomas identificados pelos pacientes vão depender diretamente do tipo de psoríase, mas os mais comuns são as lesões em placas vermelhas e escamas esbranquiçadas da psoríase vulgar.

A maior predisposição a desenvolver psoríase pode ser relacionada a fatores de risco como:

  • Histórico familiar;
  • Infecções bacterianas ou virais recorrentes;
  • Pacientes imunossuprimidos;
  • Estresse crônico;
  • Obesidade;
  • Tabagismo.

Apesar disso, trata-se apenas de uma tendência, de forma que pacientes sem nenhum dos fatores de risco podem manifestar a doença, ao passo que pessoas que se enquadram nesses quadros não necessariamente terão a condição.

Como é feito o diagnóstico da psoríase?

O diagnóstico é frequentemente clínico, com o dermatologista avaliando o aspecto da pele do paciente, especialmente nas regiões mais acometidas pela condição.

O especialista também pode fazer um levantamento do histórico pessoal e familiar para ajudar a embasar o diagnóstico.

Por fim, pode ser solicitada, apesar de não ser tão comum, a biópsia da pele lesionada para confirmação laboratorial do quadro. Essa opção é mais frequente quando é preciso afastar outros diagnósticos.

Tratamento para psoríase

Como se trata de uma doença crônica, a doença não tem cura, mas é possível controlar sua manifestação e a recidiva.

Para definir o tratamento adequado, o dermatologista vai avaliar aspectos como o tipo de psoríase, a gravidade e a extensão do quadro.

Para alguns casos são recomendadas medicações tópicas, com pomadas e cremes com ação anti-inflamatória que agem no local acometido, quando a lesão é localizada.

Em quadros nos quais o paciente apresenta lesões em várias partes do corpo, pode-se optar pela terapia sistêmica que consiste no uso de medicamentos orais, injetáveis ou fototerapia.

Infelizmente, as lesões na pele, apesar de não serem contagiosas, geram diversos estigmas sociais aos pacientes acometidos. Não raramente, é importante que haja acompanhamento psicológico para lidar não apenas com a doença, como também com os aspectos emocionais.

Como prevenir a psoríase?

Não é possível prevenir a psoríase ou a reincidência, mas a assistência médica especializada pode ajudar no controle da patologia e recorrência do quadro, principalmente porque cerca de 80% dos diagnósticos são de quadros leves a moderados. Algumas recomendações para pessoas com psoríase incluem:

  • Hidratar bem a pele;
  • Evitar banhos quentes;
  • Usar protetor solar;
  • Tomar banhos de sol diários.

A manutenção de um estilo de vida saudável, apesar de não ser determinante, contribui no controle da doença, especialmente ao evitar elementos que podem agravar o quadro, como tabaco, bebidas alcoólicas, estresse e abalos emocionais.

Apesar de não ter cura, os tratamentos e prognóstico da psoríase atualmente são positivos, especialmente com o suporte médico adequado.

Para saber mais sobre psoríase entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia, dermatologista e especialista em medicina estética.

Fontes:

Biblioteca Virtual em Saúde;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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