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Como é a pinta de câncer de pele?

Câncer de pele pinta - Pessoa avaliando pinta na pele
07 maio, 2021

Existem cinco características que podem indicar se uma pinta ou lesão na pele pode ser sinal de câncer 

O câncer de pele é um dos mais comuns no Brasil; representa 30% dos tumores malignos diagnosticados. O câncer é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, devido a mutações que, na maioria das vezes, são adquiridas ao longo da vida. Apenas cerca de 5% dos casos de câncer de pele podem ser atribuídos a mutações genéticas herdadas dos pais. Um de seus sinais pode ser a pinta do câncer de pele.

Nesse artigo, iremos explicar quais são os tipos mais comum de câncer de pele, como é a pinta de câncer de pele e tudo sobre a doença.

Quais são os cânceres de pele?

Os mais comuns são os não melanomas (carcinomas basocelular e epidermoide). Já o melanoma é um tipo de tumor mais raro, porém mais grave, com maior risco de metástase. Muitas vezes, os primeiros sinais do melanoma são o surgimento de uma alteração pigmentada na pele ou de modificações de tamanho, forma ou cor de uma pinta, ou mancha pré-existente.

Como é uma pinta de câncer?

A pinta normal, geralmente, é uniformemente colorida, podendo ser plana ou elevada, redonda ou oval e geralmente tem menos de 5 mm de diâmetro. Algumas pintas podem ser de nascença, mas a maioria aparece durante a infância ou na adolescência. Aquelas que surgem na vida adulta devem ser observadas com atenção e, se possível, examinadas por um médico.

Uma pinta, após se desenvolver, permanece do mesmo tamanho, forma e cor durante anos, podendo até, eventualmente, desaparecer. Mas é preciso ficar atento para observar se há risco de alguma delas ser uma pinta de câncer de pele.

Nos estágios iniciais, normalmente o melanoma se manifesta em forma de pinta, porém, a pinta de câncer de pele se diferencia das demais por algumas características que podem ser agrupadas em uma regra chamada ABCDE.

Regra ABCDE da pinta de câncer de pele

A: assimetria (formato irregular): uma metade da pinta ou mancha difere da outra parte;

B: bordas: são irregulares, entalhadas ou dentadas;

C: cor (se existem várias cores em uma mesma lesão): tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes em uma pinta de câncer de pele;

D: diâmetro: pintas maiores que seis milímetros devem ser avaliadas com atenção, pois podem ser uma pinta de câncer de pele;

E: evolução: se as lesões crescem com o passar do tempo ou se mudam de forma, tamanho, espessura ou cor ou coçam, ou sangram.

Autoexame para identificar uma possível pinta de câncer de pele

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo o corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, a cabeça e a planta dos pés. Veja como fazer o autoexame para identificar a presença de uma pinta de câncer de pele;

– De frente para o espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e dos lados;

– Dobre os cotovelos e observe as mãos, os antebraços, os braços e as axilas;

– Examine a frente, a parte de trás e os lados das pernas;

– Observe a região genital;

– Examine a planta e o peito dos pés e entre os dedos;

– Use um espelho de mão e uma escova de cabelos para avaliar o couro cabeludo, o pescoço e as orelhas;

– Examine as costas e as nádegas também com a ajuda de um espelho de mão.

O diagnóstico só pode ser confirmado por um dermatologista ou oncologista. Ele fará uma análise específica e detalhada do sinal, da pinta ou da mancha usando uma lupa para avaliar a forma, o tamanho, a cor e o diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de que uma lesão pode ser uma pinta de câncer de pele, ele pode solicitar uma biópsia da pele.

Caso você tenha notado uma lesão com suspeita de ser uma pinta de câncer de pele, procure um especialista. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores as chances de cura e menor a necessidade de tratamentos mais agressivos.

Conheça também como funciona o procedimento para remoção de pintas.

Fontes

A.C. Camargo Cancer Center

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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