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Dermatite de contato

Imagem ilustrativa

A dermatite de contato pode ser alérgica ou irritativa e consiste em um quadro de inflamação da pele causado por um agente externo

A dermatite de contato consiste em um quadro inflamatório da pele decorrente da exposição a uma substância irritativa ou alérgica que pode estar presente em objetos, dermocosméticos, bijuterias, produtos de limpeza e outros.

Qualquer pessoa pode apresentar um quadro de dermatite de contato em qualquer fase da vida, apesar de os sintomas manifestarem-se frequentemente na infância.

Identificar o objetou substância que desencadeou a reação inflamatória na pele é fundamental para cessar a exposição e, assim, iniciar o controle do quadro. Entenda mais sobre a condição a seguir.

Tipos de dermatite de contato

Existem dois tipos mais comuns de dermatite de contato de acordo com o tipo de reação desencadeada.

Dermatite alérgica

A dermatite de contato alérgica ocorre devido à hipersensibilidade a determinado agente alérgeno, sendo frequentemente identificada ainda na infância.

Os sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão costumam manifestar-se entre 48 e 72 horas após a exposição ao agente causador, o que muitas vezes dificulta identificar qual foi o responsável pelo quadro.

De acordo com a substância responsável pela reação, ela pode ocorrer no couro cabeludo, face, pescoço, axilas, tronco, mãos e pés.

A dermatite alérgica pode ser causada por milhares de substâncias. Entre aquelas que mais frequentemente geram reações na pele estão:

  • Metais, especialmente o sulfato de níquel presente em bijuterias;
  • Conservantes;
  • Plantas, como a hera venenosa;
  • Borracha, incluindo o látex;
  • Fragrâncias de perfumes.

É possível que uma pessoa seja exposta a uma substância por muito tempo sem apresentar alterações e, de repetente, ela passe a apresentar uma reação alérgica. Isso é comum no caso da exposição ao níquel em bijuterias.

Outro cenário possível é que a reação alérgica a uma substância se manifeste apenas se houver exposição solar na sequência, quadro chamado de dermatite de contato fotoalérgica. Esta manifestação ocorre, geralmente, com o uso de fragrâncias, especialmente almíscar e sândalo, antissépticos, medicamentos anti-inflamatórios e protetor solar.

Dermatite irritativa

Também é possível manifestar a dermatite de contato irritativa, que é causada pela exposição a substâncias irritativas mecânicas, físicas ou químicas que promovem um efeito tóxico na pele ao afetar a barreira de proteção cutânea e resultar em uma reação inflamatória não alérgica.

Nesses casos, os sintomas podem manifestar-se imediatamente após a exposição ao agente irritativo ou após meses de contato crônico, situação na qual é mais difícil identificar a substância responsável pela inflamação.

Na dermatite irritativa são sintomas mais comuns a dor e queimação e, menos, a coceira. Ela pode ocorrer em qualquer parte do corpo que teve contato com a substância, mas é mais comum nas mãos e antebraços. Algumas das substâncias que mais causam esse tipo de reação incluem:

  • Ácidos;
  • Solventes, como acetona;
  • Álcalis, como desentupidores de ralo;
  • Sabões e detergentes fortes;
  • Alguns tipos de plantas, como as pimentas;
  • Líquidos corporais, como o contato com urina e saliva de pessoas ou animais.

Diferentes fatores podem influenciar a manifestação da dermatite de contato irritativa, como a idade da pessoa e as condições do ambiente, incluindo temperatura e umidade do ar.

Também é possível apresentar um quadro chamado de dermatite de contato fototóxica, no qual a reação inflamatória da pele só surge ou é intensificada quando há exposição solar após o contato com o agente irritante.

Possíveis causas da dermatite de contato

A causa da dermatite de contato, seja alérgica ou irritativa, é sempre a exposição, pontual ou crônica, a agentes que causam uma reação inflamatória na pele, existindo milhares que substâncias que podem resultar no problema.

Também é importante reconhecer que as causas variam individualmente, por exemplo, algumas pessoas têm reação alérgica às bijuterias e outras não. O tempo de exposição também pode ser determinante na reação. Por exemplo, é comum que bebês apresentem dermatite de contato após tempo elevado de exposição à urina ou fezes.

Algumas substâncias vão gerar reações de pele na maior parte das pessoas, como o manuseio de determinadas pimentas de maneira prolongada e sem proteção.

Principais sintomas

Como visto, os sintomas da dermatite podem variar se a condição for alérgica ou irritativa, mas os mais comuns incluem:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Coceira, especialmente nos quadros alérgicos;
  • Dor, especialmente nos quadros irritativos;
  • Descamação da pele;
  • Formação de pequenas bolhas, com ou sem líquido, e feridas na pele;
  • Ressecamento da derme.

No caso da dermatite de contato alérgica, a reação cutânea pode se manifestar logo na sequência ou em até seis dias.

Na dermatite de contato irritativa, os sintomas surgem logo na sequência ou podem demorar meses se a reação for causada por uma exposição crônica ao agente.

Diagnóstico da alteração

O diagnóstico da dermatite deve ser feito pelo dermatologista, sendo importante o paciente buscar auxílio especializado quando identificar as alterações cutâneas tradicionais do quadro.

Para auxiliar no diagnóstico correto, é interessante que o paciente saiba descrever a evolução dos sintomas e informe se percebeu qual seria o objeto que desencadeou a reação.

O médico fará uma avaliação clínica observando manifestação e relato do paciente e também vai levantar o histórico médico pessoal. Em alguns casos, é solicitado o teste de contato para identificar a substância alérgena ou irritante.

Tratamentos para dermatite

O primeiro passo para tratar a dermatite de contato é conseguir identificar o agente responsável e cessar a exposição. Essa etapa, apesar de essencial, nem sempre é fácil, especialmente em casos de exposição crônica ou reação tardia.

Para alívio de sintomas como ardência, coceira e feridas na pele pode ser feita uma aplicação de gaze com água fria ou acetato de alumínio.

Algumas medicações tópicas também ajudam no alívio dos sintomas, especialmente quando envolver dor e coceira. Há a opção de medicamentos de via oral e aplicação subcutânea de corticosteroide no local acometido.

Quando procurar um especialista?

O dermatologista deve ser procurado sempre que a reação inflamatória na pele gerar algum desconforto ao paciente, seja devido à coceira, dor, inchaço ou feridas.

Quadros alérgicos com sintomas menos incômodos, mas recorrentes, como descamação da pele, também demandam investigação especializada para identificar o agente causador, cessar a exposição e aliviar a manifestação física da dermatite de contato.

Para saber mais sobre dermatite de contato entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia, dermatologista e especialista em medicina estética.

Fontes:

Manual MSD;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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