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Correção de Cicatrizes

O procedimento para correção de cicatrizes visa melhorar a aparência de alguma marca existente em seu corpo, deixando-a mais próxima do tom e textura da pele do paciente. Trata-se de um tratamento bastante individualizado, indicado para pacientes que se sentem incomodados com a presença de uma cicatriz e gostariam de fazer com que ela se apresente de maneira mais uniforme em relação ao restante da pele.

Mulher recebendo laser na correção de cicatrizes
Imagem: Shutterstock

No âmbito da dermatologia, a correção de cicatrizes não precisa necessariamente ser um procedimento destinado ao conserto de marcas originadas por feridas. Muitos pacientes que recorrem a este tipo de tratamento são aqueles que desejam eliminar as cicatrizes de acne, por exemplo.

Existem diferentes metodologias terapêuticas que podem ser aplicadas em indivíduos que desejam corrigir uma ou mais cicatrizes em seu corpo, e o procedimento deve sempre se adequar às necessidades e características do paciente.

As principais opções de tratamento incluem: uso de medicações tópicas, procedimentos minimamente invasivos e revisão cirúrgica. Entenda melhor os detalhes a respeito da correção de cicatrizes a seguir:

Entenda o que é uma cicatriz

As cicatrizes são uma resposta do organismo para algum trauma ou lesão, e são formadas a partir do reparo dos tecidos que foram machucados. Elas são resultantes do processo de cura do organismo, que pode ser diretamente afetado por fatores como idade, presença de infecções, etnia, características da pele e até mesmo local do corpo que sofreu o ferimento.

Isso significa, portanto, que cada ferimento pode apresentar uma cicatrização diferente — com resultados de melhor ou pior qualidade estética. Dependendo do tamanho e das características apresentadas, a cicatriz pode também trazer prejuízos à qualidade de vida do paciente, que pode sentir dores, coceira e limitação de movimentos.

A principal complicação associada a uma cicatriz é a formação de queloide, que se apresenta de maneira endurecida e aumenta progressivamente. Resultante do crescimento anormal do tecido cicatricial, a queloide é uma alteração benigna que se forma no local do trauma e ultrapassa as margens da cicatriz, causando danos principalmente estéticos — embora alguns indivíduos possam sentir coceira e desconforto.

Tratamentos para correção de cicatrizes

A prevenção é o primeiro cuidado recomendado para amenizar o visual incômodo que uma cicatriz pode assumir. Neste sentido, é recomendado usar ativos hidratantes e protetor solar para evitar que a cicatriz fique manchada ou que ocorra o estiramento da pele nos meses após ou trauma. Dependendo do ferimento, a cicatrização completa pode demorar até 6 meses, sendo essencial cuidar da cicatriz ao longo de todo o processo.

Quando a cicatrização está completa, também é possível amenizar sua aparência por meio de diversas técnicas dermatológicas capazes de suavizar a marca e torná-la menos aparente. A metodologia escolhida pode variar de acordo com as características da lesão, assim como tom e textura da pele, cabendo ao dermatologista avaliar as particularidades apresentadas pelo paciente e apontar os procedimentos mais adequados para a correção de cicatrizes.

Em geral, recomenda-se uma combinação de diferentes técnicas, que podem abranger:

  • Peeling químico;
  • Microagulhamento;
  • Laser fracionado;
  • Aplicação de toxina botulínica;
  • Crioterapia;
  • Injeção de corticoides;
  • Uso de produtos tópicos e realização de massagens.

Cirurgia para correção de cicatrizes

A cirurgia plástica para correção de cicatrizes é um procedimento que tem o objetivo de corrigir defeitos na pele e reparar alterações na cicatrização de um determinado ferimento. Indicada especialmente para casos mais graves ou quando os demais tratamentos dermatológicos não funcionam, esta intervenção não é capaz de eliminar a marca por completo: o intuito é fazer com que ela se torne mais discreta e esteticamente agradável.

A correção cicatricial por meio de cirurgia permite que a cicatriz se torne mais uniforme em relação ao tom e textura de pele do paciente. A intervenção pode ser realizada em qualquer parte do corpo, ajudando a amenizar defeitos como:

  • Descoloração;
  • Irregularidades na superfície da cicatriz;
  • Vermelhidão ou escurecimento;
  • Contraturas que limitam o movimento;

O grau de melhoria obtido por meio da cirurgia depende da gravidade, localização, tipo e tamanho da cicatriz. A técnica utilizada também varia conforme essas características, levando em consideração também as particularidades e queixas apresentadas pelo paciente. A capacidade de cicatrização do organismo também tem influência na metodologia, uma vez que o intuito é melhorar uma cicatriz, e não gerar outra.

Como é feita a cirurgia?

Embora o procedimento possa variar de caso a caso, a cirurgia para correção de cicatrizes geralmente é feita por meio de incisões que abrangem toda a extensão da cicatriz. Com auxílio de um bisturi, o cirurgião dermatológico retira o tecido cicatricial e fibrose da região, que depois é suturada de maneira a gerar uma nova cicatriz — mais discreta e harmoniosa em relação ao corpo.

Dependendo das características da cicatriz, o procedimento pode incluir um preenchimento com gordura ou ácido hialurônico, além de técnicas de dermoabrasão e uso de retalhos. Casos mais complexos podem exigir a execução de diferentes tratamentos e até mesmo mais de uma intervenção.

Pré-operatório e recuperação cirúrgica

Antes de se submeter à cirurgia para correção de cicatrizes, pode ser necessário que o paciente faça exames laboratoriais específicos. Caso seja identificado que o indivíduo apresenta alguma infecção ativa na área da cicatriz ou dificuldade de cicatrização, o procedimento não é recomendado. Pessoas que possuem doenças que afetam o tecido conjuntivo também são contraindicadas para a intervenção.

Durante a fase inicial de recuperação pós-operatória, é esperado que o paciente apresente inchaço e desconforto localizados. A cicatrização demora várias semanas, sendo essencial que o paciente seja devidamente acompanhado por um especialista ao longo do processo de recuperação, além de seguir à risca todas as recomendações referentes ao cuidado com a região operada.

O resultado pode ser observado até cerca de um ano após a intervenção, período em que pode ser necessário utilizar cremes ou realizar tratamentos dermatológicos específicos para favorecer uma cicatrização adequada. Para saber mais sobre os tratamentos destinados à correção de cicatrizes e descobrir qual é o método mais adequado para seu caos, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia!

Fontes:

Clínica de Dermatologia – Dr. Maria Claudia Luce

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Autor: Dra. Maria Claudia

Formada em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-graduada em Medicina de Família pela mesma instituição, a dermatologista Dra. Maria Claudia Alves Luce fez Residência Médica em Dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) e possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Atualmente realiza Pós-Graduação em Dermatocosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FmABC).