Agentes químicos podem ser utilizados em tratamentos de pele com diversas finalidades
Alguns agentes químicos, quando bem utilizados, são capazes de promover renovação celular e suavizar a textura e o aspecto da pele, trazendo um efeito mais saudável e rejuvenescido. Esse é o princípio do peeling químico, que vem sendo cada vez mais realizado para diversas finalidades.
Veja, no conteúdo a seguir, o que é o peeling químico, quais são suas principais indicações e benefícios.
Índice
O que é o peeling químico?
O peeling químico é um método não invasivo baseado na aplicação de agentes que promovem a remoção de células das camadas da pele para que elas possam ser renovadas de forma consistente e progressiva.
Isso faz com que as novas camadas de tecido epitelial cresçam de forma mais uniforme, diminuindo sinais e melhorando o aspecto geral da pele, tornando-a mais rejuvenescida.
Tipos de peeling químico
O peeling químico pode ser realizado de diferentes maneiras, de acordo com a profundidade de ação dos agentes químicos. São elas:
- Peeling químico superficial, ou seja, que atinge apenas as camadas mais superficiais da pele;
- Peeling químico médio, para remover as células das camadas superiores e médias da pele;
- Peeling químico profundo, que penetra nas camadas mais inferiores da pele.
Como é feito o peeling químico?
O procedimento de aplicação do peeling químico é simples, e requer apenas que o paciente esteja com a pele limpa.
O dermatologista irá aplicar os agentes químicos com o auxílio de uma de gaze, algodão ou haste flexível. Normalmente, o procedimento pode variar de 10 a 50 minutos, dependendo do número de camadas necessárias.
É comum que durante a aplicação o paciente sinta um leve ardor e até mesmo uma sensação de queimação. Em peelings mais profundos, a sensação é intensificada, podendo ser necessário anestésico local e sedação para diminuir qualquer desconforto durante a aplicação dos insumos na pele.
Podem ser usados diferentes tipos de agentes químicos para a realização do peeling, sendo comumente utilizado:
- Fenol: caracterizado como peeling profundo, é indicado para tratar o envelhecimento da face quando existem muitas rugas e a pele é muito clara;
- Ácido tricloroacético (ATA): se trata de um peeling médio utilizado para o tratamento de rugas e cicatrizes;
- Ácido salicílico: utilizado para o peeling superficial, é responsável por promover a melhora do aspecto da pele, redução das rugas finas e manchas, e auxilia no controle da acne;
- Solução de Jessner e ácido glicólico: usados para o peeling superficial ou médio, são eficazes no tratamento de rugas finas, manchas e acne;
- 5-fuoruracil (5-FU): pode ser combinado com a solução de Jessner ou ácido glicólico para o tratamento de queratoses actínicas múltiplas ou campo de cancerização;
- Ácido retinoico: presente em dermocosméticos de uso domiciliar, pode ser usado no tratamento de acne, melasma e envelhecimento cutâneo.
Após a aplicação dos agentes, o peeling químico então é removido e neutralizado da pele. Caso o peeling seja superficial, pode ser necessária mais de uma sessão. Já em peelings profundos, a aplicação deve ser única, e a descamação pode ser mais intensa.
Quem pode fazer o peeling químico?
O peeling químico pode ser feito tanto por mulheres quanto homens que desejam minimizar a aparência de rugas, manchas e cicatrizes, por exemplo. Entretanto, cada tipo de peeling oferece um tratamento diferenciado.
O peeling químico superficial é indicado para quem possui a pele ressecada, com cicatrizes de acne, rugas superficiais ou então pigmento irregular, já que sua esfoliação leve remove apenas a camada exterior da pele — denominada epiderme —, resultando num brilho saudável.
Já o peeling químico médio é responsável por remover as células epiteliais tanto da camada exterior da pele quanto da parte superior da sua camada média — denominada derme.
Por fim, o peeling químico profundo penetra na camada inferior da pele, sendo indicado especificamente para o tratamento de rugas faciais profundas, pele danificada por raios solares, cicatrizes, áreas com aparência manchada ou até mesmo lesões pré-cancerígenas.
Entretanto, é importante que o paciente sempre faça uma avaliação individual de sua pele, para que o dermatologista analise se o indivíduo realmente necessita do procedimento e se está em condições saudáveis para a realização do peeling químico — já que alguns agentes são contraindicados para cardíacos, por exemplo.
O peeling químico é contraindicado para pacientes que possuem verrugas, pele demasiadamente clara, histórico de pele com cicatrizes, pigmentação anormal da pele ou que fizeram tratamento de acne recentemente. Gestantes e lactantes não podem se submeter a esse tipo de tratamento.
Indivíduos de origem negra ou asiática também devem evitar o procedimento, já que possuem uma pele mais propensa a manchas.
Indicações do peeling químico
Como entendemos, o peeling químico pode ser realizado nas mais diferentes camadas da pele, o que resulta em variadas indicações para esse tipo de tratamento. São elas:
- Rejuvenescimento;
- Tratamento de manchas causadas pelo melasma e de outras origens;
- Tratamento da acne e das cicatrizes de acne;
- Melhora da textura da pele;
- Tratamento de estrias e flacidez.
Vale mencionar que, com essas finalidades, ainda que seja mais comum sua aplicação no rosto, o peeling químico pode ser realizado em outras áreas do corpo, tais como o colo e o pescoço, as costas, mãos, glúteos, abdômen, coxas, entre outras.
Quais ácidos são utilizados no peeling químico?
Diferentes agentes podem ser utilizados na realização de um peeling químico, sendo eles:
- Ácido glicólico: costuma ser utilizado de forma superficial para tratar rugas finas e manchas na pele;
- Ácido tricloroacético (ATA): utilizado em peelings médios para tratar rugas e cicatrizes em geral;
- Ácido salicílico: melhora o aspecto da pele e reduz linhas finas, além de auxiliar no controle da acne. É usado em peelings superficiais;
- Ácido retinoico: também usado em peeling químico superficial para tratamento de acnes, melasma e envelhecimento;
- Solução de Jessner e ácido glicólico: utilizados em peelings superficiais e médios com o intuito de tratar linhas finas, manchas e acne;
- 5-Fluorouracil (5-FU): geralmente, é combinado à solução de Jessner e ácido glicólico para tratar queratoses múltiplas ou campo de cancerização.
Quantos dias o peeling químico descama?
Como os agentes químicos podem variar de acordo com cada paciente, o tempo de recuperação vai de acordo a aplicação.
As descamações superficiais normalmente ocasionam vermelhidão e se recuperam em até cinco dias. É comum que o paciente sinta um leve ardor na pele durante a renovação cutânea.
Peelings médios e profundos exigem um tempo de recuperação um pouco maior. A cicatrização inicia-se 24 horas após o procedimento, e pode se completar dentro de sete a 15 dias após a aplicação.
Durante a recuperação de um peeling químico profundo, é comum que a pele do paciente apresente uma aparência vermelha ou hiperpigmentação — manchas acastanhadas — nos dias subsequentes, que pode perdurar por três a quatro meses. Além disso, a região pode apresentar inchaço e uma descamação mais intensa, além da formação de crostas, que se destacarão em até 14 dias.
Algumas exfoliações profundas necessitam ainda de curativo cirúrgico na área submetida ao peeling.
Independente do agente químico, o paciente deve se proteger constantemente do sol, seguindo devidamente as prescrições médicas, evitando assim possíveis complicações e que o resultado seja comprometido.
Estima-se que o paciente pode retomar algumas de suas atividades normais duas semanas após o tratamento, e os resultados proporcionados pelo peeling químico apareçam em até seis semanas.
Cuidados após o peeling químico
Embora o peeling químico seja um tratamento não invasivo, ele promove a remoção de camadas importantes do tecido epitelial. Isso explica sinais como vermelhidão e descamação da pele nos dias que se seguem ao procedimento.
O tempo de cicatrização varia conforme a profundidade do peeling. Procedimentos superficiais costumam se recuperar em até cinco dias, enquanto peelings médios e profundos podem levar até 15 dias para a cicatrização completa.
Durante esse período, é comum que a pele permaneça avermelhada e apresente manchas temporárias. A descamação, por sua vez, pode ocorrer com a formação de crostas, que se soltam naturalmente conforme o processo de cicatrização evolui.
Levando em consideração essas características do período de recuperação, é indispensável que sejam adotados alguns cuidados pós-tratamento para assegurar resultados satisfatórios e prevenir complicações. Entre as principais recomendações, destacam-se:
- Não expor a área tratada ao sol;
- Caso a exposição ao sol for inevitável, fazê-la pelo menor tempo possível e com protetores solares potentes e adequados ao seu tipo de pele;
- Hidratar diariamente a pele com produtos recomendados pelo dermatologista;
- Fazer a higiene diária da pele com água fria e sabonetes neutros;
- Evitar coçar ou manipular a pele tratada.
Quantas sessões são necessárias?
O número de sessões de peeling químico pode variar bastante de acordo com alguns critérios, tais como a finalidade do tratamento, a profundidade do peeling, a área a ser tratada e sua extensão, e o tipo de pele do paciente.
Algumas pessoas se beneficiam de resultados com 3 sessões realizadas em intervalos de 15 a 30 dias entre elas. Outras precisam de mais sessões e intervalos diferentes. Por isso, o estabelecimento do número de sessões depende de uma avaliação individualizada pelo dermatologista.
Resultados esperados do peeling químico
Desde que o procedimento seja realizado corretamente, com boa observação do número de sessões a serem realizadas, bem como atenção aos cuidados do período de recuperação, espera-se que o peeling químico resulte em:
- Uma pele mais lisa e rejuvenescida, com textura uniforme;
- Diminuição de manchas em geral;
- Atenuação do aspecto das cicatrizes de acne;
- Aumento da produção de colágeno.
Contraindicações e riscos
Ainda que seja um tratamento majoritariamente benéfico, o peeling químico pode não ser indicado em alguns casos. Mulheres grávidas, pessoas com infecções de pele ativa, diabetes descontrolada, histórico de alergias às substâncias utilizadas no procedimento ou doenças autoimunes são exemplos de casos em que o tratamento não é recomendado.
Além disso, qualquer pessoa que fizer um peeling químico deve ter atenção redobrada aos sinais que indiquem alguma complicação no tratamento, como a não melhora da vermelhidão, hiperpigmentação, reações alérgicas ou sinais que indiquem infecção. Nesses casos, é necessário procurar atendimento médico o quanto antes.
Para conhecer mais sobre o peeling químico e realizar uma avaliação, entre em contato com a clínica de dermatologia da Dra. Maria Claudia Luce e marque uma consulta!
Fontes:

