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Peeling Químico

O peeling químico é um método não cirúrgico e não-invasivo responsável por proporcionar uma melhora na aparência da pele através da remoção de camadas superficiais que foram danificadas pela exposição inadequada ao sol, acne ou até mesmo do processo de envelhecimento natural do paciente.

Mulher com creme no rosto para realização de peeling químico
O peeling químico é excelente tratamento de rejuvenescimento facial e deve ser feito por um dermatologista – Imagem: Shutterstock

Através da aplicação de agentes químicos — como fenol, ácido tricloroacético e ácidos alfa-hidróxidos —, o peeling químico promove uma aparência mais jovem através da renovação celular, de forma progressiva, estimulando a regeneração natural dos tecidos de regiões como face, pescoço e mãos, suavizando sua textura.

peeling químico pode ser superficial, médio ou profundo, dependendo do estado da pele, em que a renovação proporcionada está ligada diretamente a profundidade dos agentes químicos.

A escolha pelo peeling químico adequado deve ser feita por um dermatologista, que irá considerar as queixas do paciente e analisar a área a ser tratada.

Como é feito o peeling químico?

O procedimento de aplicação do peeling químico é simples, e requer apenas que o paciente esteja com a pele limpa.

O dermatologista irá aplicar os agentes químicos com o auxílio de uma de gaze, algodão ou haste flexível. Normalmente, o procedimento pode variar de 10 a 50 minutos, dependendo do número de camadas necessárias.

É comum que durante a aplicação o paciente sinta um leve ardor e até mesmo uma sensação de queimação. Em peelings mais profundos, a sensação é intensificada, podendo ser necessário anestésico local e sedação para diminuir qualquer desconforto durante a aplicação dos insumos na pele.

Podem ser usados diferentes tipos de agentes químicos para a realização do peeling, sendo comumente utilizado:

  • Fenol: caracterizado como peeling profundo, é indicado para tratar o envelhecimento da face quando existem muitas rugas e a pele é muito clara;
  • Ácido tricloroacético (ATA): se trata de um peeling médio utilizado para o tratamento de rugas e cicatrizes;
  • Ácido salicílico: utilizado para o peeling superficial, é responsável por promover a melhora do aspecto da pele, redução das rugas finas e manchas, e auxilia no controle da acne;
  • Solução de Jessner e ácido glicólico: usados para o peeling superficial ou médio, são eficazes no tratamento de rugas finas, manchas e acne;
  • 5-fuoruracil (5-FU): pode ser combinado com a solução de Jessner ou ácido glicólico para o tratamento de queratoses actínicas múltiplas ou campo de cancerização;
  • Ácido retinoico: presente em dermocosméticos de uso domiciliar, pode ser usado no tratamento de acne, melasma e envelhecimento cutâneo.

Após a aplicação dos agentes, o peeling químico então é removido e neutralizado da pele. Caso o peeling seja superficial, pode ser necessária mais de uma sessão. Já em peelings profundos, a aplicação deve ser única, e a descamação pode ser mais intensa.

Quem pode fazer o peeling químico?

O peeling químico pode ser feito tanto por mulheres quanto homens que desejam minimizar a aparência de rugas, manchas e cicatrizes, por exemplo. Entretanto, cada tipo de peeling oferece um tratamento diferenciado.

O peeling químico superficial é indicado para quem possui a pele ressecada, com cicatrizes de acne, rugas superficiais ou então pigmento irregular, já que sua esfoliação leve remove apenas a camada exterior da pele — denominada epiderme —, resultando num brilho saudável.

Já o peeling químico médio é responsável por remover as células epiteliais tanto da camada exterior da pele quanto da parte superior da sua camada média — denominada derme.

Por fim, o peeling químico profundo penetra na camada inferior da pele, sendo indicado especificamente para o tratamento de rugas faciais profundas, pele danificada por raios solares, cicatrizes, áreas com aparência manchada ou até mesmo lesões pré-cancerígenas.

Entretanto, é importante que o paciente sempre faça uma avaliação individual de sua pele, para que o dermatologista analise se o indivíduo realmente necessita do procedimento e se está em condições saudáveis para a realização do peeling químico — já que alguns agentes são contraindicados para cardíacos, por exemplo.

O peeling químico é contraindicado para pacientes que possuem verrugas, pele demasiadamente clara, histórico de pele com cicatrizes, pigmentação anormal da pele ou que fizeram tratamento de acne recentemente. Gestantes e lactantes não podem se submeter a esse tipo de tratamento.

Indivíduos de origem negra ou asiática também devem evitar o procedimento, já que possuem uma pele mais propensa a manchas.

Quantos dias o peeling químico descama?

Como os agentes químicos podem variar de acordo com cada paciente, o tempo de recuperação vai de acordo a aplicação.

As descamações superficiais normalmente ocasionam vermelhidão e se recuperam em até cinco dias. É comum que o paciente sinta um leve ardor na pele durante a renovação cutânea.

Peelings médios e profundos exigem um tempo de recuperação um pouco maior. A cicatrização inicia-se 24 horas após o procedimento, e pode se completar dentro de sete a 15 dias após a aplicação.

Durante a recuperação de um peeling químico profundo, é comum que a pele do paciente apresente uma aparência vermelha ou hiperpigmentação — manchas acastanhadas — nos dias subsequentes, que pode perdurar por três a quatro meses. Além disso, a região pode apresentar inchaço e uma descamação mais intensa, além da formação de crostas, que se destacarão em até 14 dias.

Algumas exfoliações profundas necessitam ainda de curativo cirúrgico na área submetida ao peeling.

Independente do agente químico, o paciente deve se proteger constantemente do sol, seguindo devidamente as prescrições médicas, evitando assim possíveis complicações e que o resultado seja comprometido.

Estima-se que o paciente pode retomar algumas de suas atividades normais duas semanas após o tratamento, e os resultados proporcionados pelo peeling químico apareçam em até seis semanas.

Para conhecer mais sobre o peeling químico e realizar uma avaliação, entre em contato com a clínica de dermatologia da Dra. Maria Claudia Luce e marque uma consulta!

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Autor: Dra. Maria Claudia

Formada em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-graduada em Medicina de Família pela mesma instituição, a dermatologista Dra. Maria Claudia Alves Luce fez Residência Médica em Dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) e possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Atualmente realiza Pós-Graduação em Dermatocosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FmABC).