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Desenvolvimento da acne está relacionado à produção sebácea da pele e pode se apresentar de várias formas, mas tem prevenção com cuidados diários e tratamento especializado

A acne é uma dermatose que provoca lesões na pele com a formação de cravos e espinhas, tendo relação direta com as secreções produzidas pelas glândulas sebáceas. Por conta disso, a alteração acomete mais frequentemente pessoas com tendência à pele oleosa, apesar de não se restringir a esse público.

O problema também se deve a quadros inflamatórios dos folículos pilossebáceos, que levam à obstrução dos poros e à proliferação de bactérias que favorecem a inflamação da derme.

Apesar desses processos estarem relacionadas ao desenvolvimento da acne, ela pode ser de diferentes tipos de acordo com a gravidade do quadro. Saiba mais a seguir.

Quais são os tipos de acnes?

A classificação dos tipos de acne está relacionada à gravidade da manifestação dérmica, o que também influencia nos tratamentos indicados para o controle dessa dermatose.

Acne grau 1: não inflamatória ou comedogênica

A acne grau 1 recebe o nome científico de acne não inflamatória ou comedogênica, sendo o tipo mais comum e o que se manifesta, em geral, no início da puberdade.

Trata-se de uma manifestação caracterizada pela presença de pequenos cravos, brancos e pretos, em regiões mais oleosas da face, como testa, nariz e bochechas. Como não há um quadro inflamatório associado, não há formação de pus.

Esse tipo de acne ocorre devido às mudanças hormonais da adolescência que alteram a produção de sebo pelas glândulas sebáceas e resultam na obstrução dos folículos pilosos.

Acne grau 2: pápulo-pustulosa

A acne pápulo-pustulosa ou acne grau 2 tem a formação de cravos, como a anterior, mas também há presença de espinhas com formação de pústula e presença de pus. Essas elevações são arredondadas, enrijecidas, deixam o local acometido avermelhado e, em alguns casos, podem ser dolorosas.

A acne de grau 2, além dos fatores já descritos anteriormente, também está associada à inflamação das glândulas sebáceas em decorrência da proliferação indevida de bactérias, como a Propionibacterium acnes que gera uma reação mais intensa no local acometido.

Acne grau 3: nódulo-cística

A acne grau 3, também conhecida como acne nódulo-cística, caracteriza-se pela formação de nódulos abaixo da pele, razão pela qual ela é chamada popularmente de espinha interna.

A manifestação de grau 3 costuma ser dolorosa e os nódulos ficam palpáveis, acometendo principalmente locais como a face, tórax e costas.

Acne grau 4: conglobata

A conglobata ou acne de grau 4 é um quadro mais grave no qual há a formação de cravos e espinhas inflamadas. Nessa manifestação, os nódulos ficam muito próximos e alguns deles com presença de pus.

Devido apresentar muitas lesões, a acne de grau 4 pode levar a formação de abscessos e fístulas que causam deformidades na pele e maior tendência às cicatrizes, resultando em uma pele chamada popularmente de casca de laranja em razão da textura áspera e ondulada.

Acne grau 5: acne fulminante

Um tipo raro e incomum de acne é chamado de fulminante ou de grau 5, no qual o aparecimento de espinhas é somado a sintomas como febre, dor nas articulações e mal-estar. Acomete principalmente o público masculino e pode ocorrer na face, tórax e nas costas.

Acne neonatal

A  neonatal é aquela que acomete o recém-nascido nas primeiras semanas de vida, com formação de cravos e espinhas, afetando especialmente no rosto, com destaque à testa e costas do bebê.

A manifestação é por meio de bolinhas brancas que não estão inflamadas e nem causam dor, ocorrendo devido aos hormônios trocados entre a mãe e o filho durante a gestação por meio da placenta.

Acne medicamentosa ou Erupção Acneiforme

A medicamentosa ocorre devido ao uso de algum medicamento que promove uma resposta no organismo, sendo muito comum em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais ou contraceptivos hormonais.

Esse tipo de ocorrência também tem relação com a suplementação prolongada ou excessiva de vitamina B12, medicamentos hormonais ou uso de corticoides.

Causas da acne

A acne está diretamente relacionada aos fatores hormonais, de forma que alterações podem desencadear o problema em diferentes graus, de acordo com a tendência individual.

Por conta disso, ela é muito comum na adolescência, em mulheres grávidas, em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e pessoas com alterações hormonais em geral.

Também pode ser uma causa a manutenção de hábitos ruins, especialmente nos cuidados com a pele, como quando pessoas com pele mais oleosa têm uma rotina insuficiente de limpeza e hidratação ou uma alimentação muito baseada em gorduras e doces.

O desenvolvimento da acne, especialmente em graus mais elevados, está relacionado ainda com a tendência hereditária.

Tratamentos para acne

A definição do melhor tratamento depende diretamente do diagnóstico especializado. Algumas opções incluem:

  • Rotina de cuidados de skincare: consiste na seleção de dermocosméticos que ajudam no controle da oleosidade da pele, reduzindo a obstrução dos poros e o surgimento de cravos e espinhas. Este tratamento baseia-se especialmente na limpeza, hidratação e proteção solar;
  • Procedimentos: algumas técnicas podem ser indicadas pelo especialista, como a limpeza de pele para desobstrução dos poros, laser e peelings;
  • Medicamentos tópicos: podem ser opções em formato de sabonetes, cremes ou pomadas que, aplicadas localmente ou em toda a região acometida, ajudam a amenizar o desconforto com a acne e regular a microbiota da derme para prevenir novas lesões;
  • Medicamentos orais: prescrição de anti-inflamatórios e antibióticos de acordo com a gravidade do quadro. Uma opção comum, quando outras abordagens não deram resultado, é a isotretinoína, mais conhecida como Roacutan.

Preferencialmente, o diagnóstico e tratamento, mesmo de procedimentos e produtos de skincare, devem ser indicados por um especialista após avaliação do caso. Para prescrição de medicamentos tópicos ou orais é imprescindível que haja orientação do dermatologista.

Para saber mais  entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia, dermatologista e especialista em medicina estética.

Fontes:

Biblioteca Virtual em Saúde;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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