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Eletrocauterização

Dermatologistas utilizam a eletrocauterização para remover as regiões cutâneas afetadas por formações benignas e pré-malignas, como seborreias, verrugas e tumores.

Mulher deitada com máquina de Eletrocauterização na cabeça
Imagem: Shutterstock

A pele cobre todo nosso corpo, protegendo-o do ambiente externo, por isso merece uma atenção especial para qualquer sinal diferente que possa surgir nela, como pintas, manchas, machucados e protuberâncias.

Recomenda-se visitas semestrais ao dermatologista para que o especialista faça a análise com uma lente (dermatoscópio) cada porção de pele a procura de qualquer vestígio que configure uma ameaça futura para o paciente.

Todo esse cuidado dá-se principalmente pelo abuso de exposição aos raios solares sem proteção adequada que, a longo tempo, aumentam as chances do aparecimento de enfermidades da epiderme.

Entenda mais sobre a Eletrocauterização

Em um procedimento simples, a eletrocauterização utiliza a eletricidade concentrada e calor para carbonizar tecidos nocivos, em diferentes partes do corpo.

Limpa-se o local para, na sequência, aplicar um anestésico local (via injeção ou pomada) com ou sem vasoconstritor, medicamento para controlar possíveis sangramentos.

O material pode ser coletado e enviado para análise patológica, caso o especialista julgue necessário. Por se tratar de um processo indolor e pouco invasivo, pode ser feito em consultório e o paciente recebe alta ao término do processo.

Sua recuperação é rápida e demanda poucos cuidados, o ferimento cicatriza em até 15 dias e não necessita de pontos. Por isso, o paciente pode retomar suas atividades no mesmo dia, apenas recomenda-se não se expor ao sol no local do procedimento por pelo menos dois meses.

A eletrocauterização dura minutos, um aparelho “queima” o tecido a ser tratado, ao mesmo tempo em que seca pequenos vasos, interrompendo o sangramento, com pouca ou nenhuma cicatriz.

Indicações do procedimento

Utilizada para retirar alguns tipos de tumores benignos e cânceres da pele, também pode ser realizada para extrair lesões benignas da pele, como pintas, escamações e verrugas.

Veja quantas lesões podem ser cuidadas com a eletrocauterização:

  • Hiperplasia sebácea: alteração benigna das glândulas sebáceas que aumentam de tamanho. Com a cor da pele ou amareladas, possuem cerca de dois a nove milímetros. Aparecem em nariz, testa, bochecha, boca e genitais;
  • Ceratose seborreica: tumor de pele muito comum em idosos, podendo aparecer sozinhos ou em grupos. Normalmente, surgem em regiões como rosto, tórax, ombros e costas. Trata-se de um nódulo maleável de cor castanha, preta ou marrom. De aparência sebosa, escamosa e ligeiramente elevada;
  • Verrugas: cistos benignos arredondados, únicos ou múltiplos. Costumam ter a mesma coloração da pele, sem causar úlcera ou crosta;
  • HPV (papilomavírus humano): infecção sexualmente transmissível que provoca verrugas nas regiões orais (lábios, boca, cordas vocais), genital, anal… As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer);
  • Ceratose actínica: mancha escamosa causada pelo excesso de sol, aumenta lentamente, mas pode se tornar cancerígena, por isso recomenda-se sua extração. Comum no rosto e pescoço;
  • Acrocórdons: caroços inofensivos e indolores nas regiões de pescoço, axilas, pálpebras e tórax.

Ao se deparar com um aspecto escamoso ou verrucoso da pele, agende consulta com um dermatologista para verificar se essas imperfeições oferecem algum risco para sua saúde.

Alguns cânceres de pele são combatidos com a eletrocauterização, contudo apenas um médico especialista pode avaliar e indicar esse protocolo.

No combate a lesões de pele, a cauterização da imperfeição, obriga a pele a se regenerar, recuperando o tecido. Além da eletrocauterização (que utiliza o aparelho eletrocautério), pode-se empregar outros métodos: criocauterização (nitrogênio líquido) e ácido (cauterização química).

Então, qual a diferença entre elas? A eletrocauterização utiliza calor e eletricidade e a criocauterização vale-se do resfriamento por meio de spray, cremes, bandagens frias, nitrogênio líquido e gelo seco.

Ambas as técnicas possibilitam tratar as mesmas enfermidades da pele, cabendo ao especialista determinar qual método é mais adequado para cada caso.

Recuperação após a eletrocauterização

Por ser um procedimento cirúrgico realizado no próprio consultório para retirada de lesões não desejáveis esteticamente ou que podem trazer algum risco para saúde, a recuperação é bastante rápida.

No caso de extrações de pintas, os cortes podem ser maiores, por isso são fechados com pontos cirúrgicos, que serão retirados após 14 dias, conforme a cicatrização completa da ferida.

A cicatriz do corte melhora com o tempo, apesar de alguns pacientes terem tendência a desenvolver queloide ou cicatriz hipertrófica, o que prejudica a aparência final da cicatrização.

Todo procedimento cirúrgico, por menos invasivo que seja, como é o caso da eletrocauterização, provoca uma ruptura na derme, deixando-a exposta e propensa a infecções.

Portanto, limpar adequadamente os pontos e fazer os curativos, conforme orientação médica são essenciais para evitar infecções da ferida operatória.

Em retiradas de tumores benignos e alguns cânceres de pele, o paciente deve evitar a exposição solar da área tratada por dois meses, utilizando sempre boné, protetores solar e camisetas de manga comprida.

Após o procedimento, existe o tempo de recuperação e cuidados especiais e retorno para retirada de pontos. Nesse período, é melhor suspender as atividades físicas para não correr o risco de bater a ferida e provocar uma inflamação.

A única contraindicação da eletrocauterização remete a paciente que utilizam marcapasso. Se for seu caso, comunique ao seu médico. No geral, o procedimento dermatológico é seguro, eficaz para queimar tecidos indesejáveis.

Contudo, o tratamento só será indicado após a avaliação de um profissional de confiança. Entre em contato com a Dra. Maria Claudia Luce e marque uma consulta.

Fonte:

Dra. Maria Claudia Luce

Anais Brasileiros de Dermatologia

Academia da Pele

Sociedade Brasileira de Dermatologia