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Biópsia da Pele

A biópsia de pele é um procedimento em que o dermatologista retira um pequeno fragmento de pele ou da mucosa, com o intuito de enviar esta amostra para análise patológica em laboratório. Muitas pessoas acreditam que a biópsia consiste na avaliação laboratorial propriamente dita, mas o termo diz respeito à remoção da porção que será estudada.

Dermatologista realiza lupa para analisar pele de paciente
Imagem: Shutterstock

A realização da biópsia de pele é indicada para pacientes que apresentam algum tipo de alteração cutânea que pode interferir em sua qualidade de vida ou ser indicativo de malignidade. A coleta é realizada com aplicação de anestesia local, sendo esta uma intervenção cirúrgica considerada simples, rápida e de baixo risco — podendo, na maioria das vezes, ser feita em consultório.

A realização da biópsia cutânea não exige internação hospitalar, podendo ser feita em consultório com utilização de anestésico local. O procedimento é indolor, e o paciente pode sentir apenas uma discreta picada e um leve ardor quando o medicamento é injetado. Durante a extração da porção de pele que será enviada para análise, entretanto, ele não deve sentir nada.

Existem diferentes maneiras de executar a biópsia de pele, e a metodologia mais adequada é escolhida pelo dermatologista com base nas características da lesão. As amostras colhidas na biópsia são enviadas para análise especializada de um patologista, que poderá determinar se as células cutâneas apresentam alterações relevantes.

Em geral, não existem contraindicações para a realização da biópsia de pele, mas é preciso ficar atento ao histórico clínico do paciente para que seja escolhido o procedimento mais adequado para cada caso e evitar complicações associadas a doenças preexistentes ou alergias ao medicamento anestésico.

Biópsia por punch

Indicado para a remoção de uma porção mais profunda da pele, este procedimento utiliza um cilindro cortante que, ao ser girado, atravessar várias camadas da epiderme e derme e pode alcançar até a gordura subcutânea. O instrumento utilizado pode ter diferentes diâmetros, dependendo do tamanho da lesão a ser extraída. Apesar disso, a ferida resultante é pequena, sendo geralmente suturada.

Biópsia por raspagem

Também chamada de shaving, esta técnica de biópsia de pele utiliza uma lâmina cirúrgica para raspar a epiderme e a parte externa da derme (as camadas superiores da pele). Este procedimento pode resultar em sangramento, que é prontamente controlado por meio da aplicação de pomada ou pela cauterização da ferida.

Biópsia por curetagem

A curetagem consiste em um procedimento de raspagem que utiliza um instrumento cirúrgico chamado cureta — que retira pequenos fragmentos de pele sem a necessidade de sutura. Este dispositivo, entretanto, não permite a remoção das partes mais profundas da pele.

Excisão com bisturi

Esta é uma biópsia de pele realizada para remover fragmentos de grande extensão e profundidade, sendo geralmente indicada para tumores ou sinais cutâneos. A técnica utiliza um bisturi para remover toda a lesão da pele, o que geralmente demanda sutura para fechamento da ferida.

Biópsia por incisão

A biópsia incisional também utiliza um bisturi para remover fragmentos cutâneos, mas esta técnica se diferencia da excisão por remover apenas uma parte da lesão — e não ela inteira — para ser analisada em laboratório. Também pode ser realizada por punch.

Biópsia por aspiração

Neste procedimento, o dermatologista utiliza uma agulha para aspirar uma amostra do tecido que será analisado. Embora este método não seja tão indicado para coleta de lesões cutâneas, pode ser útil nos casos em que já foram realizadas biópsias anteriores indicando que a lesão é cancerosa. Nesta situação, a biópsia de pele por aspiração ajuda a medir a extensão do câncer.

Embora seja considerada um procedimento simples, a biópsia de pele é uma pequena cirurgia e certamente demanda cuidados pós-operatórios para garantir a correta cicatrização e evitar infecções. Cabe ao dermatologista passar as recomendações essenciais para que o paciente se recupere da melhor forma, de acordo com o tamanho da amostra obtida e o local afetado.

Embora os cuidados possam variar entre os casos e as características do procedimento escolhido, as recomendações geralmente incluem:

  • Uso de analgésicos simples;
  • Higienização do local onde foi realizada a biópsia;
  • Repouso conforme indicação do dermatologista;
  • Atenção à consulta de retorno, quando necessária.

Assim como acontece em qualquer outro tipo de procedimento cirúrgico, a biópsia de pele demanda indicação de um especialista e cuidados pré-operatórios para que tudo ocorra da melhor maneira. O dermatologista responsável pela intervenção deverá esclarecer todas as dúvidas do paciente em relação à execução da biópsia e sua necessidade, apontando os cuidados necessários para o dia da coleta da amostra.

Em geral, os preparativos indicados pelo especialista podem estar associados à suspensão de medicamentos com efeito anticoagulante, além de não utilizar pomadas ou cremes tópicos na região em que a biópsia será feita. Essas recomendações, entretanto, variam caso a caso e demandam avaliação prévia do dermatologista.

Nesta consulta anterior à biópsia de pele, o dermatologista também poderá solicitar exames complementares e o histórico médico do paciente. Assim, é possível que ele identifique alterações que podem complicar o procedimento — como alergia ao medicamento anestésico ou doenças preexistentes —, tomando as devidas precauções para evitar intercorrências.

Para saber mais sobre a biópsia de pele, bem como entender como esse procedimento é realizado e qual sua importância, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia.

 

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Oncoguia.