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Dermatite atópica

Imagem ilustrativa

A dermatite atópica é uma condição crônica de pele que tem períodos de crise e de remissão. Além do tratamento dermatológico, cuidados diários ajudam no controle da doença

A dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, consiste em um processo inflamatório crônico na pele que causa coceira e vermelhidão.

Apesar de durar toda a vida, por ser uma patologia crônica, a dermatite atópica pode ter fases remissivas nas quais os sintomas são controlados. Mesmo sem cura, o quadro pode amenizar conforme o paciente envelhece, mas a tendência é que a pele continue sendo sensível e ressecada.

É muito comum que a dermatite atópica manifeste-se ainda na infância, sendo fundamental conseguir reconhecer os sintomas e entender as melhores práticas de controle e cuidados com a pele.

Quais são os sintomas da dermatite atópica?

Os sintomas da dermatite atópica variam de acordo com a idade do paciente, aspecto que influencia a classificação da patologia em três estágios.

As manifestações mais comuns incluem ressecamento da pele, com coceira persistente que pode levar ao desenvolvimento de feridas devido ao estresse causado ao coçar. Além disso, pode haver a formação de placas salientes e descamação, especialmente nas dobras.

No primeiro estágio da dermatite atópica, chamado de fase infantil — que vai dos 3 aos 24 meses —, é mais comum que a manifestação dérmica ocorra nas bochechas, dobras dos cotovelos e atrás dos joelhos, mas pode acometer outras partes do corpo.

O segundo estágio é o pré-puberal e inclui pacientes de 2 a 12 anos, enquanto o terceiro estágio é a fase adulta, a partir dos 12 anos. Nessas fases, a manifestação afeta menos o rosto e mais as regiões de dobras, como pescoço, atrás dos joelhos, cotovelos, tornozelos e mãos.

Além disso, há a formação de áreas mais ressecadas, escuras e com a pele grossa que, em casos mais graves, acometem a maior parte do corpo. A coceira desencadeada pela dermatite atópica pode ficar mais intensa com a transpiração.

Outro aspecto preocupante é que as fissuras na pele devido ao ressecamento e o ato de coçar podem funcionar como porta de entrada para bactérias, intensificando o quadro inflamatório.

Causas da dermatite atópica

Apesar de as causas da dermatite atópica não serem plenamente reconhecidas pela ciência, indícios apontam para influência da hereditariedade e histórico familiar na manifestação.

A condição também pode ter relação com outras atopias (doenças desencadeadas por sensibilidade alérgica) como bronquite, asma e rinite, por exemplo.

Existem diversos fatores de risco que podem influenciar a manifestação de crises de dermatite atópica, como:

  • Exposição a pólen, mofo e ácaros;
  • Convivência com alguns animais, especialmente devido ao pelo;
  • Contato da pele com materiais ásperos, como tecidos de lã e sintéticos ou objetos;
  • Exposição ao frio ou calor intensos;
  • Ter a pele seca;
  • Exposição a irritantes ambientais;
  • Baixa umidade do ar;
  • Exposição à água quente ou fria;
  • Alguns dermocosméticos, especialmente com fragrâncias ou corantes na formulação;
  • Transpiração;
  • Estresse.

Reduzir a exposição aos fatores de risco é fundamental para diminuir as crises mais agudas da dermatite e ajudar no controle da patologia no longo prazo.

Prevenção e cuidados com a pele

Para um paciente com predisposição genética ao desenvolvimento da dermatite atópica, não é possível evitar a doença completamente, mas diversos cuidados rotineiros ajudam a minimizar as crises e manter a qualidade de vida, como:

  • Hidratar diariamente a pele com dermocosméticos recomendados pelo dermatologista;
  • Evitar água fria ou quente, mantendo o banho em temperatura morna e usando produtos suaves e dermatologicamente testados;
  • Preferir roupas com tecidos macios, como o algodão;
  • Não esfregar a pele ao se secar e usar toalhas macias;
  • Identificar agentes que desencadeiam as crises e evitar a exposição;
  • Manter o ambiente limpo, evitando a exposição a poeira, mesmo durante a limpeza, se possível;
  • Usar umidificador em períodos mais secos;
  • Reduzir o estresse no dia a dia, buscando a manutenção de um estilo de vida mais calmo;
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura e climas extremos;
  • Evitar atividades que fazem suar.

Devido à associação da dermatite atópica com sensibilidade em geral, alguns pacientes também apresentam alergias alimentares sendo importante identificá-las para reduzir a exposição às substâncias que causam reações alérgicas dérmicas ou sistêmicas.

Diagnóstico e tratamento da dermatite atópica

O diagnóstico da dermatite atópica é feito pelo dermatologista considerando a manifestação física da condição, histórico médico pessoal — como outros quadros alérgicos — e histórico familiar.

É importante que o paciente ou seus responsáveis saibam relatar a evolução e manifestação da doença. Como não há um exame laboratorial específico para diagnosticar a dermatite atópica, a confirmação é feita com base no exame físico conduzido pelo médico.

Em geral, o tratamento para dermatite é feito com opções tópicas, como cremes e pomadas, que podem conter cortisona ou antibióticos, em caso de pele lesionada.

Também podem ser receitados medicamentos de uso oral, como os anti-histamínicos ou imunossupressores.

Para evitar as crises, a principal recomendação é adotar os cuidados diários com a pele e reduzir a exposição aos fatores de risco que desencadeiam as crises.

Quando procurar um especialista?

O diagnóstico precoce da dermatite atópica e início do tratamento, seja medicamentoso ou com os cuidados diários, são fundamentais à qualidade de vida do paciente desde as primeiras manifestações.

Assim, quadros de coceira, vermelhidão e formação de placas na pele devem ser avaliados por um especialista em dermatologia visando identificar a condição e prescrição das recomendações que ajudam na prevenção das crises e controle da manifestação.

Para saber mais sobre dermatite atópica entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia, dermatologista e especialista em medicina estética.

Fontes:

Biblioteca Virtual em Saúde;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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