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Câncer de pele

Imagem ilustrativa

Doença pode ser prevenida e apresenta baixa mortalidade quando diagnosticada precocemente

Considerando o câncer de pele melanoma e não-melanoma, o Brasil apresenta quase 200 mil casos da doença anualmente, de acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A pele é o maior órgão do corpo humano, sendo formada pela epiderme, a parte externa, e a derme, que é a parte interna. O câncer de pele consiste no desenvolvimento anormal das células dérmicas, que se multiplicam até formarem um tumor maligno.

O câncer de pele pode ser causado por diferentes fatores, mas o mais comum é a exposição excessiva aos raios ultravioletas do sol, razão pela qual ele é mais comum em regiões do corpo que ficam expostas, como rosto, pescoço e orelhas.

São fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele ter histórico familiar da doença, devido ao fator hereditário, ter mais de 50 anos, ter pele e olhos claros — como pessoas loiras ou ruivas —, ter albinismo, fazer uso de câmeras de bronzeamento artificial, além de exposição excessiva a agentes químicos e ter muitas pintas no corpo.

Entender o que é o câncer de pele, mas também os tipos da doença, como é o diagnóstico e tratamento e estratégias de prevenção são informações fundamentais. Veja esses tópicos a seguir.

Quais os tipos de câncer de pele?

Existem diferentes tipos de câncer de pele, sendo que os mais comuns são os melanomas, mais raros e graves, e não-melanomas (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) — que representam 30% dos tumores malignos diagnosticados anualmente, mas apresentam menor gravidade, especialmente quando o diagnóstico é precoce.

Melanoma

O câncer de pele do tipo melanoma consiste na proliferação de células cancerígenas nos melanócitos, que são as células que produzem melanina e determinam o tom de pele.

Trata-se de um tipo de câncer de pele mais agressivo devido às maiores probabilidades de metástase, especialmente quando o diagnóstico é tardio. Apesar disso, sua incidência é menos comum, representando apenas 3% do total das neoplasias malignas do órgão.

Por ser mais agressivo, o melanoma apresenta taxa de mortalidade elevada. Segundo dados do INCA, em 2020 foram registrados 8.450 casos e 1.923 óbitos pela doença, o que representa uma taxa de 22%, considerada elevadíssima se comparada à taxa de mortalidade do câncer de pele não-melanoma — que ficou em 1,5% no mesmo período.

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de câncer de pele mais comum e recebe também o nome de CEC ou carcinoma de células escamosas, pois acomete células mais superficiais da epiderme e pode manifestar-se nos lábios, boca, além de áreas mais expostas ao sol, como cabeça, braços e pernas.

É mais propenso em homens e são fatores de risco a exposição solar, a exposição ao vírus HPV (Papiloma Vírus Humano), contato recorrente com produtos químicos, fazer uso de tabaco ou bebidas alcoólicas em excesso, tratamentos prévios de quimioterapia ou radioterapia, imunossupressão, problemas de pele crônicos e predisposição genética.

O carcinoma espinocelular manifesta-se como um caroço avermelhado, com aparência semelhante à de uma verruga ou machucado que não cicatriza, com tendência a descamar e formar casca.

Carcinoma basocelular

O câncer de pele do tipo carcinoma basocelular (CBC) é o mais comum dentre essas neoplastias, correspondendo a 95% do total, e manifesta-se nas células basais, responsáveis pela produção de novas células dérmicas conforme as antigas morrem.

As células basais estão localizadas na epiderme, de forma que o tumor se manifesta como uma mancha rosa brilhosa (mais comum) e de crescimento lento que pode apresentar aspecto de crosta e sangrar com facilidade.

São fatores de risco para o desenvolvimento do carcinoma basocelular a exposição prolongada ao sol, queimaduras solares, idade superior a 50 anos, tratamentos prévios com radioterapia, ter pele e olhos claros, ter predisposição genética, ter tido exposição ao arsênio e uso prolongado de medicamentos imunossupressores.

Sintomas e como diagnosticar o câncer de pele

Para identificar lesões de pele com características anormais e que demandam investigação especializada, os médicos recomendam conhecer e seguir a chamada regra ABCDE:

  • Assimetria: observe se, ao dividir a pinta ao meio, ela apresenta os lados simétricos. Pintas assimétricas têm risco aumentado de malignidade;
  • Bordas: entre os sinais para monitorar pintas está verificar se as bordas são regulares e lisas, sendo que ocorrências recortadas e indefinidas são suspeitas;
  • Cor: a cor da pinta deve ser uniforme e, quando apresentar dois ou mais tons sobrepostos, demanda investigação especializada;
  • Diâmetro: é normal que sinais no corpo tenham até 5mm, sendo que pintas com diâmetros superiores têm maior potencial de malignidade;
  • Evolução: as pintas devem permanecer iguais, sendo que mudanças nas características das pintas, especialmente tamanho, é um indicativo negativo.

Além dos cinco elementos da regra ABCDE, é indicado observar se a pinta apresenta qualquer tipo de incômodo, como coceiras, sangramento ou dor, o que exige atenção médica.

Caso seja identificada alguma alteração, a pinta deve ser avaliada por um dermatologista que, após avaliação clínica, pode indicar a biópsia da pele lesionada — que consiste na melhor técnica para confirmação do diagnóstico de câncer de pele.

Tratamentos para câncer de pele

O tratamento para câncer de pele varia de acordo com o tipo de câncer, como se melanoma ou não-melanoma, agressividade da patologia, presença ou não de metástase, idade do paciente, localização do tumor etc.

Apesar disso, é comum que em casos diagnosticados precocemente seja feita a remoção cirúrgica do tumor e até de tecidos adjacentes, como no caso do melanoma.

A radioterapia é uma opção para quadros nos quais o tamanho da lesão ou os riscos do procedimento cirúrgico contraindicam a abordagem, mas também pode ser usada concomitante com outra técnica.

Outras opções incluem a quimioterapia e a imunoterapia, especialmente, para casos nos quais há metástase. Apenas o médico responsável pelo paciente poderá avaliar o quadro para determinar o tratamento mais adequado.

Como prevenir o câncer de pele?

Como visto, a principal causa do câncer de pele é a exposição solar excessiva. Por isso, a melhor estratégia de prevenção é reduzir o tempo de exposição diária ao sol, especialmente entre as 10h e 16h. Também é recomendado sempre usar protetor solar, principalmente nas regiões mais expostas do corpo — como face, pescoço e orelhas.

Outras formas de proteção solar também são recomendadas, como bonés, roupas compridas, óculos de sol e protetor solar para os lábios.

Além disso, é recomendado que pessoas com histórico familiar de câncer de pele monitorem ativamente as pintas e busquem ajuda especializada rapidamente caso identifiquem qualquer alteração.

Para saber mais sobre câncer de pele entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Claudia, dermatologista e especialista em medicina estética.

Fontes:

Instituto Nacional do Câncer;

Biblioteca Virtual em Saúde.

Dra. Maria Claudia Luce

Formada em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e com residência em dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e sócia-proprietária da Clínica Sense.

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