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Quais são os tipos de câncer de pele?

Dermatologista utiliza lupa para analisar pele de paciente
08 set, 2020

Muitos pacientes não sabem, mas existem diferentes tipos de câncer de pele, o que influencia diretamente na gravidade da patologia, no tratamento e nas chances de recuperação.

Considerando os diferentes tipos de câncer de pele, a patologia corresponde a 33% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos registrados anualmente, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A seguir conheça mais sobre as particularidades da doença, como proceder em cada caso e os sinais que exigem atenção dermatológica imediata. Confira!

Quais são os tipos de câncer de pele?

Em geral, o câncer de pele é classificado entre melanoma ou não melanoma, mas existe uma variedade de tipos de câncer dentro dessas categorias que permite entender melhor como a patologia se comporta. Os tipos mais comuns são: Carcinoma Basocelular; Carcinoma Espinocelular e Melanoma.

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é um tipo de câncer não melanoma que corresponde a 95% dos casos. Ele é também o tipo de câncer de pele menos grave.

O principal indício dessa patologia é o surgimento de uma mancha rosada na pele que cresce lentamente. Ele acomete mais frequentemente pacientes com a pele clara, com mais de 40 anos e que tiveram uma intensa exposição solar ao longo da vida.

Normalmente, esses sinais surgem em locais que ficam mais expostos ao sol — como o rosto, pescoço, orelhas e couro cabeludo. No entanto, podem ocorrer em outras regiões do corpo.

Carcinoma espinocelular

Entre os tipos de câncer de pele, o carcinoma espinocelular (não melanoma) é o segundo mais comum, acometendo frequentemente o público masculino, embora também possa afetar as mulheres. A doença se manifesta em formato de nó e cresce rapidamente, formando uma casquinha.

Por mais que a exposição solar seja o fator que mais colabora no surgimento da patologia, ela também pode ocorrer em pacientes submetidos a tratamentos de quimioterapia e radioterapia e em pacientes que usam algum tipo de imunossupressor. Quem tem problemas crônicos na pele, como não cicatrização de feridas e ceratose actínica sem tratamento, também pode desenvolver este tumor de pele.

Melanoma

O melanoma é um dos mais raros entre os tipos de câncer de pele, mas também o mais perigoso. O surgimento dele ocorre normalmente como uma pinta escura que se deforma com o passar do tempo.

Entre os agravantes do melanoma estão as elevadas chances de metástase, afetando outros órgãos, como o pulmão. Dessa forma, o diagnóstico precoce é o principal aliado no tratamento e recuperação do paciente.

O melanoma costuma se desenvolver em regiões mais expostas ao sol, mas também regiões que sofrem queimaduras, como rosto, ombros, couro cabeludo e orelhas. É mais frequente em pessoas de pele clara.

Quando consultar o dermatologista?

Uma informação relevante é que as pintas não crescem nos adultos, então se uma dessas marcas começa a apresentar alterações é importante buscar auxílio dermatológico imediato para avaliação dos sinais sob suspeita.

O monitoramento das pintas para identificar os tipos de câncer de pele deve ser realizado considerando o modelo do ABCDE das pintas. Conheça:

  • Assimetria: pintas malignas são assimétricas, portanto, verifique se os lados dela são iguais;
  • Borda: a presença de bordas borradas e irregulares pode indicar malignidade;
  • Cor: caso a pinta tenha mais de uma cor pode ser um sinal de melanoma;
  • Dimensão: meça o diâmetro da pinta e, caso tenha mais de 6 mm, pode ser um dos tipos de câncer de pele;
  • Evolução: é preciso atentar-se às alterações nas características das pintas, pois como pintas em adultos não crescem as mudanças podem indicar malignidade.

Verifica-se assim que existem diferentes tipos de câncer de pele, mas todos eles apresentam melhores chances de tratamento quando diagnosticados precocemente, o que depende de paciente fazer consultas periódicas ao dermatologista e atentar-se aos sinais da pele. Está com alguma lesão diferente na pele e tem dúvida sobre o que pode ser? Agende agora uma consulta com a dermatologista Dra. Maria Claudia Luce e tenha diagnóstico correto e tratamento especializado.

Fontes:

Clínica de Dermatologia – Dra. Maria Claudia Luce

Ministério da Saúde;

Instituto Oncoguia;

Sociedade Brasileira de Dermatologia.