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Cirurgia de Câncer de Pele

Cirurgia de Câncer de Pele - Médico examinando cicatrização na pele do paciente
21 maio, 2021

Conheça o procedimento de cirurgia de câncer de pele e saiba como é realizada.

O câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tipos de câncer registrados no país. Ele é dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma.

Dentre os não melanomas, o mais frequente é o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, seguido do carcinoma espinocelular, representando 25%; já o tipo melanoma, é mais agressivo, tem uma incidência de 5%. A cirurgia de câncer de pele é o tratamento mais indicado para esse tipo de tumor, com chances altas de cura.

Como é feita a cirurgia de câncer de pele?

A cirurgia de câncer de pele é um procedimento considerado simples e que, caso as lesões sejam pequenas, pode ser realizado em ambiente ambulatorial e apenas com anestesia local. Esta cirurgia de câncer de pele, feita pela técnica de excisão, consiste na remoção, com o uso de um bisturi, da lesão e de uma porção adicional de pele sadia, como margem de segurança. O padrão é que esta borda tenha 1 centímetro, em casos de carcinoma, e 2 centímetros, para melanomas. Antes da cirurgia, a área operada é limpa e delimitada com uma caneta especial.

Após a lesão ser removida, a incisão é fechada com pontos ou, para casos menos graves, a ferida pode ser deixada aberta para curar sozinha. Se a incisão for grande, pode ser necessário realizar um enxerto de pele ou então deslocar a pele de uma área próxima para cobrir a ferida. É importante que todo o câncer de pele tenha sido retirado, para reduzir o risco de recorrência.

A excisão cirúrgica é o tratamento padrão-ouro para o câncer de pele, ou seja, é sempre a primeira opção para a retirada do tumor, podendo depois ser combinada com outros tratamentos, como a radioterapia ou pomadas imunomoduladoras. Esse tipo de cirurgia de câncer de pele é indicado para remover o câncer de pele com margens bem delimitadas.

Cuidados pré-operatórios da cirurgia de câncer de pele por excisão

O tipo de anestesia utilizada, a duração do procedimento e a preparação necessária são definidos caso a caso. Lesões menores, por exemplo, podem ser removidas sem a necessidade de exames pré-operatórios. Já as maiores podem necessitar de preparos que incluem:

– Exames de sangue e avaliação cardiológica, eletrocardiograma e raio-x do tórax;

– Suspenção do uso de medicamentos específicos;

– Interrupção do uso de suplementos alimentares que podem interferir na coagulação.

Caso a cirurgia de câncer de pele por excisão não possa ser realizada, como no caso de lesões mal delimitadas, o cirurgião pode optar pela cirurgia de Mohs.

Como é feita a cirurgia de Mohs?

O procedimento consiste na retirada do câncer de pele, camada por camada, e do exame de cada uma delas ao microscópio, até que se obtenha margem livre, ou seja, até a remoção completa do tumor (o nível de precisão e acerto podem chegar a 98%). Esta precisão é possível já que praticamente 100% das margens são checadas pelo microscópio, durante a cirurgia. Após a obtenção da margem livre, é realizada a reconstrução da ferida (resultante da retirada do tumor). Esse tipo de cirurgia de câncer de pele preserva a pele saudável em torno da lesão.

A cirurgia de Mohs é realizada quando existe alto risco de recidiva da doença, quando a extensão do tumor não é conhecida ou quando o objetivo é poupar o máximo possível de pele saudável, como nos casos de cânceres na face, nas orelhas, nos dedos ou próximos aos olhos.

Cuidados no pós-operatório da cirurgia de câncer de pele

Após a cirurgia de câncer de pele, o paciente deve ser acompanhado pelo cirurgião para que ele monitore sua recuperação e avalie se a ferida está cicatrizando corretamente.

Durante o período de recuperação, evite se expor ao sol e limpe a ferida conforme recomendações médicas.

Embora a cirurgia de câncer de pele tenha uma alta taxa de cura para esse tipo de tumor, existe um pequeno risco de recorrência, ou então de o câncer de pele se desenvolver em outro local. Por isso, é importante manter o acompanhamento regular com o dermatologista.

Caso a cirurgia de câncer de pele tenha resultado em uma cicatriz que causa incômodo, é possível disfarçá-la usando cosméticos, como bases e corretivos. Nunca faça nenhum procedimento estético sobre o local.

E se o câncer voltar?

Se o tumor voltar, as opções de tratamento dependerão do tamanho e da localização do tumor, do tratamento já realizado e do estado geral de saúde do paciente.

Se a recidiva for local, as opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia ou outros tipos de tratamentos locais. Já se a recidiva for em outros órgãos, podem ser necessários tratamentos como terapia alvo, imunoterapia ou quimioterapia.

A cirurgia de câncer de pele é um tratamento seguro e com altas chances de cura. Para que os resultados sejam alcançados, ela deve ser realizada por um profissional especializado nesse tipo de procedimento.

Veja também outros tipos de câncer de pele.

Fontes

Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Autor: Dra. Maria Claudia

Formada em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-graduada em Medicina de Família pela mesma instituição, a dermatologista Dra. Maria Claudia Alves Luce fez Residência Médica em Dermatologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) e possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Atualmente realiza Pós-Graduação em Dermatocosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FmABC).