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Tipos de pintas: Fique de olho

Mulher com mãos na parte de trás do pescoço
16 abr, 2021

Conhecer os tipos de pintas, mas especialmente as características de uma pinta saudável, é fundamental para buscar auxílio dermatológico precoce. Entenda mais a seguir!

As pintas, que recebem o nome científico de nevos, consistem em depósitos de melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina que atuam na pigmentação da pele e dos pelos corporais.

Apesar de serem comuns, acometendo quase todas as pessoas, existem diferentes tipos de pintas, e saber identificá-las é importante para buscar auxílio médico quando necessário. Saiba mais a seguir!

Quais são os diferentes tipos de pintas?

Um primeiro aspecto importante é que pintas saudáveis são assintomáticas, portanto, não coçam, queimam, supuram ou inflamam e nem ficam com o entorno avermelhado ou pálido.

Além desses critérios que indicam uma pinta saudável, os tipos de pintas são classificados principalmente pelo formato ou cor. Entenda melhor a seguir:

Formato

Em geral, as pintas possuem formato circular com contorno bem definidos e claros, podendo também ser ovais. O diâmetro não supera os 5 milímetros, enquanto o tamanho máximo normalmente é o mesmo da circunferência de um lápis.

Outro aspecto que pode ser avaliado em relação ao formato da pinta é se ela apresenta relevo ou se é lisa. Ainda que seja frequentemente dito que pintas com relevo são malignas, isso nem sempre acontece. O relevo pode ser decorrente da concentração de melanócitos, não consistindo sempre em um risco.

É importante que se avalie o conjunto dos sintomas, sendo que uma situação mais preocupante é quando a pinta apresenta alguma alteração significativa em relação a como ela era antes.

Cor

Outro fator que geralmente é analisado entre os tipos de pintas é a tonalidade. Em geral, a cor se mantém entre tons ocres ou marrons, pretas, azul quando em camadas mais profundas da pele ou vermelho quando caracterizadas como manchas de sangue.

Uma das formas de acompanhar alterações nas pintas é por meio da cor. Quando uma pinta adquire mais de duas cores ou tonalidades, é importante uma investigação especializada. É o caso, por exemplo, se a pinta vermelha e preta ou em tons diferentes de marrom: uma avaliação criteriosa deve ser feita para verificar se há malignidade.

A cor das pintas pode variar de acordo com o tom de pele, sendo que geralmente pessoas caucasianas e loiras têm pintas com tons claros entre rosa e marrom, e pessoas com cabelos e pele escuros têm pintas entre marrom escuro e preto.

Quando buscar auxílio dermatológico?

A busca por auxílio dermatológico depende mais das características do que dos tipos de pintas. Por conta disso, foi desenvolvida a técnica ABCDE — que pode ser usada para avaliação seguindo os seguintes critérios:

  • Assimetria;
  • Bordas;
  • Cor;
  • Diâmetro;
  • Evolução.

A evolução é um elemento central, pois indica se as características da pinta têm mudado com o tempo, o que é determinante para identificar precocemente alterações que indiquem alguma malignidade.

Além desses critérios, o auxílio dermatológico é importante quando a pinta deixa de ser assintomática, portanto, se o paciente sentir coceiras, sangramentos, inflamação ou queimação na pinta ou no seu entorno.

O diagnóstico precoce é um dos principais aliados para tratamentos menos invasivos e com mais chances de sucesso para o câncer de pele. Dessa forma, buscar ajuda médica logo ao identificar uma alteração é essencial para um bom prognóstico.

A remoção de pintas é um procedimento cirúrgico que pode ser realizado no consultório médico, a depender das condições do paciente e das suspeitas médicas. Após a remoção, a pinta é encaminhada para biópsia.

Atentar-se aos tipos de pinta e às alterações nas características, como formato, cor, diâmetro e bordas é fundamental para auxílio dermatológico.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia.