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Eflúvio telógeno: sintomas, causas e tratamentos

Imagem ilustrativa
06/02/2026

Queda difusa e temporária dos fios pode assustar, mas com diagnóstico correto e acompanhamento dermatológico, o quadro é reversível

A queda de cabelo é uma queixa frequente em consultórios dermatológicos e pode gerar grandes impactos emocionais em homens e mulheres. Entre as causas mais comuns está o eflúvio telógeno, caracterizado pelo aumento da queda capilar de forma difusa, geralmente associada a fatores desencadeantes específicos.

Embora o eflúvio telógeno costume ser temporário, é comum que a pessoa se assuste ao perceber os fios caindo em maior quantidade no banho, ao pentear o no travesseiro. Por isso, entender o que está por trás desse processo é essencial para que se tenha uma abordagem eficaz e segura.

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O que é o eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é uma alteração do ciclo de crescimento dos fios. Em condições normais, a maioria dos cabelos está na fase anágena (de crescimento), enquanto uma pequena parcela se encontra na fase telógena (de queda). No eflúvio, ocorre uma mudança nesse equilíbrio.

Como resultado, um número maior de fios entra simultaneamente na fase telógena e passa a cair após alguns meses. O eflúvio telógeno não costuma provocar falhas localizadas nem calvície, mas uma redução geral de volume capilar, que pode ser percebida principalmente ao lavar e escovar os cabelos.

Sintomas do eflúvio telógeno

O principal sintoma do eflúvio telógeno é a queda acentuada e difusa dos fios de cabelo. Diferentemente de outras formas de alopecia, a perda ocorre de maneira homogênea, sem a formação de áreas específicas de rarefação completa.

Além da queda, muitos pacientes relatam afinamento dos fios e diminuição do volume capilar. O couro cabeludo, em geral, não apresenta inflamação, dor ou descamação, o que ajuda a diferenciar o eflúvio telógeno de outras doenças dermatológicas.

Entre outros sinais comumente relatados, estão:

  • Aumento de fios no ralo do chuveiro;
  • Queda ao passar a mão nos cabelos;
  • Diminuição da densidade capilar;
  • Fios mais finos e frágeis.

Em geral, os sintomas costumam surgir de dois a três meses após o fator desencadeante do eflúvio telógeno.

Causas comuns do eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno está frequentemente associado a situações que causam estresse ao organismo, tais como:

  • Alterações hormonais;
  • Deficiência de ferro ou vitaminas;
  • Estresse físico ou emocional;
  • Doenças sistêmicas;
  • Mudanças bruscas de peso.

De forma específica, as situações que podem levar a essas causas incluem eventos como pós-parto, cirurgias, infecções, dietas restritivas, deficiências nutricionais, uso de determinados medicamentos e situações de estresse emocional intenso.

Em muitos casos, durante o processo de diagnóstico, o paciente não associa o evento ocorrido meses antes com a queda atual, o que reforça a importância da avaliação médica. Ainda assim, identificar a causa é um passo fundamental para o controle adequado do eflúvio telógeno.

Tratamento para eflúvio telógeno

O tratamento do eflúvio telógeno deve começar com o diagnóstico correto e a identificação do fator desencadeante da condição. Em muitos casos, apenas corrigir a causa já é suficiente para que o ciclo capilar volta ao normal gradualmente.

O acompanhamento dermatológico é essencial para que seja avaliada a necessidade de suplementação, ajustes nutricionais ou terapias tópicas e orais. O tratamento é individualizado e leva em consideração histórico clínico, exames laboratoriais e hábitos de vida do paciente com eflúvio telógeno.

Além do tratamento com acompanhamento médico, algumas orientações gerais costumam fazer parte dos cuidados, incluindo:

  • Manter alimentação equilibrada;
  • Evitar procedimentos químicos agressivos;
  • Reduzir o estresse;
  • Seguir corretamente as orientações profissionais.

Com o manejo adequado das causas e cuidados após o tratamento com foco em evitar recidivas, o eflúvio telógeno tende a apresentar recuperação progressiva do volume capilar.

É importante ressaltar, no entanto, que o crescimento dos fios é mais lento do que sua queda. Isso quer dizer que, mesmo após o controle do eflúvio telógeno, pode levar algum tempo até que o paciente perceba melhora significativa no volume e na densidade capilar.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o eflúvio telógeno?

A duração do eflúvio telógeno pode variar conforme a causa e a resposta do organismo. Em geral, a fase de queda intensa dura de três a seis meses, com recuperação gradual nos meses seguintes.

Como diferenciar eflúvio telógeno de alopecia?

No eflúvio telógeno, a queda é difusa e não forma falhas visíveis, enquanto algumas alopecias causam áreas bem delimitadas de perda de fios. Além disso, o eflúvio é geralmente reversível, desde que a causa seja tratada. Já algumas alopecias podem ter caráter progressivo.

Fontes:

Dra. Maria Claudia Luce

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar